As séries de gravuras de Goya Os Caprichos, Desastres da Guerra, Tauromaquia e Provérbios ou Disparates estão em exposição no MARGS. Esta coleção pertence a financeira espanhola Caixanova e chega ao Brasil em parceria com o Instituto Cervantes. A exposição vai de encontro ao aniversário de 53 anos do Museu, no dia 27 de julho.
Todas as gravuras foram feitas com água-forte, água-tinta, ponta seca, estilete, brunidor, raspador. Além da aguada, pincel e pastel utilizados em Desastres da Guerra, Tauromaquia e Disparates.
Os Caprichos é uma série de 80 gravuras. Nelas, Goya trata das condições humanas, principalmente, por meio de mães, prostitutas, casamentos e adultérios.
Desastres da Guerra conta com 83 gravuras. Goya não se intimidou em desenhá-las e gravá-las em uma época em que fazer isso era crime. As imagens só foram impressas em 1863, 38 anos após a morte de do artista.
Tauromaquia foi inspirada pela touradas que dominaram a Espanha. Goya também mostra as caçadas a cavalo e a pé nessa série de gravuras.
Provérbios e Disparates foram gravadas entre 1816 e 1826. Sua primeira impressão só ocorreu em 1862, com 360 gravuras. Diz-se que Provérbios não é um bom nome para essa série pois nada tem a ver com o nome que Goya deu para as imagens. Elas chamavam-se Disparate Conocido, Disparate Pontual, Disparate de Toritos etc. Foram produzidas durante o duro governo de Fernando 7º. Ainda assim, Goya fez críticas ao poder monárquico e religioso.
Francisco de Goya (1746 – 1828) nasceu em Saragoça, na Espanha. Ele começou a pintar aos treze anos de idade, sob orientação de Don José Luzan y Martinez copiando obras de grandes mestres. Alcançou a fama como pintor de retratos da família real, em 1785, ao pintar a Duqueza d`Osuña e sendo nomeado nomeado Primeiro Pintor da Câmara do Rei. Ele contraiu um doença que o deixou surdo, o que interferiu em suas obras que não mais retratavam a realeza mas sim, aquilo que há de nem tão nobre assim nos humanos. Goya refugiu-se na França em 1824 e faleceu quatro anos depois.
MARGS -
Praça da Alfândega, s/ nº – Porto Alegre
Exposição de 15 de junho a 5 de agosto, de terças a domingos, das 10h às 19h.
A entrada é um alimento não perecível.